A gestora ativista Elliott Investment Management construiu uma participação acionária significativa na Deutsche Telekom e vem defendendo que a operadora alemã desista de uma possível fusão integral com a T-Mobile US, sua subsidiária americana, segundo informações divulgadas em 2 de setembro. A Elliott argumenta que a empresa deveria buscar outras formas de gerar valor aos acionistas, como programas maiores de recompra de ações. A Deutsche Telekom detém hoje cerca de 54% da T-Mobile US, que corresponde a aproximadamente dois terços da capitalização de mercado do grupo alemão (em torno de € 140 bilhões, ou US$ 163 bilhões) e é sua principal fonte de lucros, com uma base combinada de mais de 273 milhões de clientes móveis. Uma fusão completa avaliaria a operação em cerca de US$ 255 bilhões, tornando-se potencialmente a maior fusão pública já realizada — mas executivos da T-Mobile já haviam sinalizado à matriz alemã, em julho, que não apoiam mais o negócio, citando resistência de acionistas e riscos regulatórios. Um dos principais obstáculos políticos é que uma fusão integral tiraria a holding combinada da Alemanha e reduziria a fatia conjunta do governo alemão e do banco estatal KfW de cerca de 28% para algo entre 17% e 18% — abaixo do patamar de cerca de 25% que Berlim historicamente trata como piso para empresas estratégicas do país. Após a notícia da entrada da Elliott, as ações da Deutsche Telekom subiram 1,9% no pregão de Frankfurt em 3 de setembro, enquanto os papéis da T-Mobile US fecharam em alta de 2,82% no dia anterior.
Fontes consultadas
Fonte usada: Reuters (via Investing.com)
Imagem/foto: Sem foto oficial publicada pela organização.
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