Um estudo do Centro de Pesquisa sobre Aposentadoria do Boston College encontrou aumento nas saídas do emprego entre trabalhadores com 55 anos ou mais que atuavam em ocupações mais expostas à inteligência artificial generativa. A análise combina dados da Pesquisa da População Atual dos Estados Unidos com uma medida de exposição ocupacional à IA e compara o período posterior à disseminação do ChatGPT com os anos anteriores. Os autores também identificaram crescimento nas transições para o desemprego entre os profissionais mais velhos em funções de alta exposição. O resultado é uma associação observada nos dados norte-americanos, não uma prova de que cada desligamento tenha sido provocado por IA. O próprio estudo ressalta que ocupações altamente expostas ainda apresentam taxas de saída menores do que trabalhos físicos com baixa exposição tecnológica. A pesquisa sugere atenção a programas de atualização profissional, desenho de funções e proteção à transição de carreira. Para empresas, o ponto central é acompanhar como a adoção da IA redistribui tarefas e oportunidades entre faixas etárias, sem transformar uma correlação agregada em diagnóstico individual.
Fontes consultadas
Fonte usada: Center for Retirement Research at Boston College
Imagem/foto: Sem foto oficial publicada pela organização.
A IA pode organizar e reescrever informações oficiais, mas não pode inventar fatos ou alterar o sentido das fontes consultadas.
