<p>A varejista de moda rápida Shein estreou nesta terça-feira (1º) na Bolsa de Hong Kong com queda de 9% em suas ações. Os papéis abriram a HK$ 48,56 e encerraram o pregão a HK$ 43,80, refletindo a cautela dos investidores em relação aos fundamentos da companhia.</p> <p>A oferta pública inicial captou US$ 1,7 bilhão e avaliou a Shein em US$ 26,3 bilhões, valor que supera a meta inicial de mais de US$ 25 bilhões, mas representa uma fração dos US$ 100 bilhões atribuídos à empresa em uma rodada de investimento privado em 2022. Segundo a companhia, 40% dos recursos captados serão usados para aprimorar capacidades tecnológicas e outros 40% para impulsionar o reconhecimento de marca e a expansão global.</p> <p>O desempenho fraco na estreia é atribuído à desaceleração acentuada do crescimento da receita da Shein — que caiu de mais de 200% em 2021 para cerca de 8% em 2025 — e a um prejuízo de US$ 99 milhões no primeiro trimestre de 2026, com expansão de receita de apenas 1,1% na comparação anual.</p> <p>Outro fator de pressão foi o fim de isenções fiscais para encomendas internacionais de baixo valor nos Estados Unidos e na União Europeia, medidas que encareceram diretamente o modelo de negócio da varejista, historicamente dependente de remessas diretas ao consumidor final a preços baixos.</p>

Fontes consultadas

Fonte usada: Poder360

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